segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Dedicado a quem não “tem” dia 14 de Fev.

Enquanto caminho de mãos dadas com o frio matinal
Lembro-me que não caminho de mãos dadas a ti.
A única fonte de calor é o beijo do nascer do sol
E esse não me aquece aqui <3
Os teus beijos há muito se esfriaram
As caricias há muito cessaram
As palavras numa tentativa se enterraram
Cada passo cava uma sepultura
Daqueles que amamos mas não nos amam…
Amanhã os namorados comemoram
Esta noite os não amados choram.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Meio/Meio

Há quem diga que devemos viver 1 dia de cada vez, eheheheheh, as últimas 3 vezes que pensei nisto (de forma consciente) estava prestes a cometer a 1ª loucura nocturna com uma rapariga, prestes a entrar nas ruas da embriaguez pela 1ª vez e hoje que vi um filme que se desenrola à volta da temática do cancro (para os curiosos o filme chama-se 50/50). E é mesmo sobre essa procura da felicidade que quero escrever, acho que podíamos ser uma espécie de 50/50 (feito a olho), misturar viver cada dia sentindo-se agraciado e pensar em algo a longo prazo, porque és feliz com o presente mas o futuro pode dar-te forma, o plano é a estrada e pode ser feita de paralelo ou do alcatrão mais suave, em certos casos até de terra batida, a felicidade do dia-a-dia são as paragens e desvios que tu fazes ao longo dessa estrada: nos motéis, cafés, restaurantes, bares, discotecas, todas as loucuras…
Porque se não concretizares aqueles momentos... aqueles que quase que se ajoelham para serem concretizados na altura podes aperceber-te, mais tarde, que desperdiças-te algo que não podes sequer comprar: tempo. Quando queres algo faz-te à estrada, age, quer queiras passar numa cadeira, dizer a alguém o quanto gostas dela, agarra a oportunidade, porque a sorte é, também, a conjugação de algo bom com o momento oportuno e cabe-te a ti agarrá-lo!
O mais tramado é que no comando do tempo não temos o botão retroceder, quanto muito temos o gravar…

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vagabundo de Palavras

Sou vagabundo de palavras
Tropeço nas sílabas da amargura
E a cada grande passo,
Cada acento que repasso,
Encontro uma vogal sem saída.
E aquelas que por hífen se separam
Que se lêem e não se reparam?
Ou que injustamente para o leitor
Se lêem e causam dor?
Caramba palavras! Que grande poder
Sonhar com magia e lê-la acontecer!

Vê dentro do que vejo
Além da carne para lá do desejo,
Sente o que sinto
Percebe porque minto,
Abre as feridas
Não as deixes oprimidas,
Faz radiografia da alma
Como seria a mão sem palma?
Se dos pulsos passasses aos dedos
Não perderias os teus segredos?

Love is evoL

This isn’t a loving poem
This is a frustrating march
About a boy that met a girl
And had his heart attached
And his heart is in her hands
Don’t let it fall in pieces
Cuz if it fucking breaks
It will feed my beasts,
And I don’t wanna say
That I didn’t meet you
It’s not a fucking blame
Or either a huge shame
Not even a heavy burden
To let things to be forgotten...

YouuUuu

Cuz you are amazing
No matter what they say
And if I could go your way
Tell the entire world your name,
Loudly your eyes speak
When my heart reaches his peak,
Please gently give me your hand
We will walk through all life sand,
Don’t hesitate the kiss
That one that I miss.
Don’t be shy on the goodbye
Give me a hug and we will fly.

O sem-abrigo

O frio gelava a ponta do nariz
O cheiro a lenha queimada estava suspenso no ar
A publicidade em altas puxava a carteira
Os embrulhos debaixo do telhado do pinheiro
Anjinhos, reis magos, um palheiro…
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Abro os olhos:
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O frio gelava cada ponta de cabelo
O cheiro a rua infestava cada inspiração
A fome puxava à desistência
A caixa debaixo de um lugar abrigado
Não faltava hipocrisia, indiferença!

Se a cada olhar indiferente questionas a tua existência, sê forte e constrói a tua diferença!
Se cada dia que acordas é um sacrifício, sê forte e procura esperança na dor!
Se estás prestes a baixar os braços para a vida, levanta as mãos e procura uma luz!
Se vagueias sem orientação, não sigas o rasto que deixaste!
Junta as migalhas que fizeste da vida e terás o teu pão.