quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vagabundo de Palavras

Sou vagabundo de palavras
Tropeço nas sílabas da amargura
E a cada grande passo,
Cada acento que repasso,
Encontro uma vogal sem saída.
E aquelas que por hífen se separam
Que se lêem e não se reparam?
Ou que injustamente para o leitor
Se lêem e causam dor?
Caramba palavras! Que grande poder
Sonhar com magia e lê-la acontecer!

Vê dentro do que vejo
Além da carne para lá do desejo,
Sente o que sinto
Percebe porque minto,
Abre as feridas
Não as deixes oprimidas,
Faz radiografia da alma
Como seria a mão sem palma?
Se dos pulsos passasses aos dedos
Não perderias os teus segredos?

Love is evoL

This isn’t a loving poem
This is a frustrating march
About a boy that met a girl
And had his heart attached
And his heart is in her hands
Don’t let it fall in pieces
Cuz if it fucking breaks
It will feed my beasts,
And I don’t wanna say
That I didn’t meet you
It’s not a fucking blame
Or either a huge shame
Not even a heavy burden
To let things to be forgotten...

YouuUuu

Cuz you are amazing
No matter what they say
And if I could go your way
Tell the entire world your name,
Loudly your eyes speak
When my heart reaches his peak,
Please gently give me your hand
We will walk through all life sand,
Don’t hesitate the kiss
That one that I miss.
Don’t be shy on the goodbye
Give me a hug and we will fly.

O sem-abrigo

O frio gelava a ponta do nariz
O cheiro a lenha queimada estava suspenso no ar
A publicidade em altas puxava a carteira
Os embrulhos debaixo do telhado do pinheiro
Anjinhos, reis magos, um palheiro…
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Abro os olhos:
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O frio gelava cada ponta de cabelo
O cheiro a rua infestava cada inspiração
A fome puxava à desistência
A caixa debaixo de um lugar abrigado
Não faltava hipocrisia, indiferença!

Se a cada olhar indiferente questionas a tua existência, sê forte e constrói a tua diferença!
Se cada dia que acordas é um sacrifício, sê forte e procura esperança na dor!
Se estás prestes a baixar os braços para a vida, levanta as mãos e procura uma luz!
Se vagueias sem orientação, não sigas o rasto que deixaste!
Junta as migalhas que fizeste da vida e terás o teu pão.