Era uma vez a vida: encortinada,
à espera de ser sentida e não lamuriada, à espera de ser viajada, percorrida,
tocada, por vezes com orgulho, por vezes com vergonha, por vezes com tristeza
ou alegria, um cocktail!
Alezander gosta de percorrer o frio
e sempre o foi bom a fazê-lo sozinho, embora não goste de sofrimento imediato,
lembra-se que talvez isso o faça mais humano e mais ciente da existência e
valor da vida, a seus olhos, o bem mais valioso. Segundo ele tens uma janela de
existência e cabe-te aproveitá-la só para ti ou pensar em grande, estender a
mão e prolongar ou abrir as janelas de outrem. Pensa que, por enquanto, se
todos tivessem os problemas que tem o mundo reunia as condições para se
aproximar ao paraíso, mas tem noção que nem sempre tudo é a cores. Pensa ser
assim por não se pensar tão egoísta.
Há quem seja egocêntrico ao experienciar
algo menos bom afirmando convictamente que a sua experiência é a pior do mundo
e deve ser como uma injeção: “quanto mais depressa melhor”; e se o outro a puder
levar por nós: “maravilha, menos algo com quem nos preocupar”!
Pois bem, Alezander desafia
saborear o mal e o bem, tentar perceber melhor o incompreensível: loucura, talvez,
porém compreensível perante o paladar deste colecionar de pedacinhos de vida, que
como momentos se aglomeram à portinha conscientemente inconsciente do seu ego
despojado da verdade absoluta do segredo da vida. Sabe que a cada passo se
aproxima mais do infinito, mesmo sabendo que, até as pilhas do seu relógio têm
fim e o tempo que marca não se compra!
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