O frio gelava a ponta do nariz
O cheiro a lenha queimada estava suspenso no ar
A publicidade em altas puxava a carteira
Os embrulhos debaixo do telhado do pinheiro
Anjinhos, reis magos, um palheiro…
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Abro os olhos:
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O frio gelava cada ponta de cabelo
O cheiro a rua infestava cada inspiração
A fome puxava à desistência
A caixa debaixo de um lugar abrigado
Não faltava hipocrisia, indiferença!
Se a cada olhar indiferente questionas a tua existência, sê forte e constrói a tua diferença!
Se cada dia que acordas é um sacrifício, sê forte e procura esperança na dor!
Se estás prestes a baixar os braços para a vida, levanta as mãos e procura uma luz!
Se vagueias sem orientação, não sigas o rasto que deixaste!
Junta as migalhas que fizeste da vida e terás o teu pão.
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