Meu nome é Jane dos Santos Silva e poucos são
os santos olhando por mim. Talvez, por não ser a mais bela e esbelta, a mais
alta, a mais inteligente… Talvez pelo descuido do Deus-Biologia que impingiu no
meu genoma uma tendência a desenvolver cancros com relativa facilidade. Talvez
porque luto todos os dias contra um fator interno instavelmente controlável
(segundo as tecnologias e sabedorias atuais) e, a meu ver, apenas geneticamente
explicável, pois ninguém o merece mesmo merecendo! Talvez porque a cada batalha
ganha vejo-me forçada a compreender a verdadeira extensão da guerra! Porquê eu?
Mas despachar “isto” para outro não seria egoísmo? Este é o meu testemunho, a
cruz que tenho a carregar!
Segundo dizem, toda a gente vem a este mundinho
material com um objetivo imaterial. Nem que seja apenas marcar um ponto, contar
para a estatística ou dar, descobrir e impulsionar significado: vai desde o
caso das crianças que por fome morrem, os acidentes de viação, etc., até a
genialidade da teoria da relatividade, um conceito imaterial que explica a
física da coisa! Tudo com significado, mas qual será o meu? Eu gostava de
misturar os dois: sobressair com genialidade numa estatística crua onde tropeço
na desmotivação a cada dia que passa… Se cair em desânimo aprendido aprendo a
não lutar e eu odeio desaprender o que faço desde o momento em que abracei
viver!
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